Apesar de nomes diferentes as 2 acontecem na coluna vertebral…

Então vamos lá, vamos começar falando um pouco mais sobre a Espondilite Anquilosante (EA), ou seja, é uma doença inflamatória crônica predominantemente da coluna vertebral, onde ao longo do tempo, a coluna sofre um desgaste e as vértebras vão se acoplando, “fundindo-se” uma nas outras.

O termo anquilosante, que vem do grego “Ankylos” e significa soldagem, fusão.

A EA evolui com rigidez e limitação funcional progressiva do esqueleto axial, sendo o resultado deste processo, o enrijecimento da coluna, a perda da mobilidade e flexibilidade.

Atinge geralmente, em maior parte, os adultos jovens de ambos os sexos, entre os 16 e 30 anos, contribuindo para um comprometimento físico importante e uma redução na qualidade de vida (QV) em uma quantidade significativa de pacientes.

Como reduz a QV, os pacientes com EA exigem uma abordagem de equipe com vários profissionais e diferentes modalidades de tratamento de forma continua.

Além disso, a doença pode levar à perda da capacidade de trabalho em uma população jovem, de modo que é necessário medir o seu impacto socioeconômico.

Quais os principais sintomas da EA?

  • dor
  • rigidez
  • fadiga
  • perda e movimentos e
  • função

Ela pode ser hereditária, principalmente se alguém da família (pai ou irmão) desenvolver a doença.

Por outro lado, há sempre aquelas perguntas? Tem cura? O que podemos fazer para tratar? Como prevenimos?

Bem, de acordo com vários especialistas, a EA até o momento não tem cura, porém ela pode ser muito bem administrada quando diagnosticada cedo e o tratamento correto for implementado o mais cedo possível.

Depois de diagnosticada a EA, existe o tratamento convencional medicamentoso, como também a pratica de exercícios específicos para alívio de dores, ganho de mobilidade, ganho de força muscular, bem como melhoria da postura.

Ou seja, numa perspectiva de devolver ou não perder a QV, é preciso dar uma maior mobilidade à coluna, já que ela se encontra com pouca flexibilidade, muito rígida e pouco móvel.

Então, exercícios de mobilidade articular, fazendo com que a coluna possa, aos poucos, fazer os movimentos que é capaz.

Neste caso, os exercícios de alongamentos são muito bem-vindos assim como são importantes os exercícios para fortalecimento de toda a coluna.

Portanto, estes exercícios de fortalecimento podem ser feitos com carga (ex.: musculação) ou sem carga, com o peso do próprio corpo.


Tudo tranquilo até aqui? Se você tem interesse neste tema, continue lendo o resto do artigo…


Em relação a Espondilolistese, o que é?

O nome deriva do grego “spondylos”, que se refere à vértebra, e “olisthesis”, que significa deslizamento.

Em outras palavras, é quando uma vértebra desloca-se (desliza) anteriormente ou posteriormente sobre a outra.

Deslizamento de uma vértebra sobre a outra

A Espondilolistese tem maior incidência na zona lombar em L4-L5 e L5-S1 e possui 5 graus de classificação, ou seja, a percentagem de “deslizamento” compreende o quanto a vértebra está sobreposta à outra.

Os 5 Graus de Listese:

Grau 1: de 0 a 25%

Grau 2: de 25% a 50%

Grau 3: de 50% a 75%

Grau 4: de 75% a 100%

Além disso, a espondilolistese de grau 5 é chamada de ptose vertebral – nesse caso a vértebra se encontra completamente fora de nível.

Da mesma forma, de acordo com alguns pesquisadores, existem 5 tipos de espondilolistese:

  • Ístmica,
  • displásica,
  • traumática,
  • degenerativa e
  • patológica

Vale a pena salientar que, em relação aos sintomas, a espondilolistese pode causar espasmos que causam rigidez da coluna e dos músculos envolventes, o que se associa a alterações na postura.

Se o deslizamento for significativo pode ocorrer compressão de nervos e estreitamento do canal espinal.

Contudo, para o tratamento, os resultados de vários estudos científicos, mostram que tanto a terapia manual como a fisioterapia convencional apresentam efeitos benéficos na redução da dor lombar e na melhora funcional do paciente.

Além disso, exercícios de estabilização lombopélvica, fortalecimento dos músculos posturais e alongamento de músculos específicos, também foram considerados importantes.

Para finalizar, o primeiro passo sempre que sentir dor ou desconforto na coluna, é procurar um osteopata ou médico especialista para fazer um diagnóstico mais correto e a partir daí, seguir para o tratamento…

Mas lembre-se que a cura acontece pelo movimento e não ficando parado esperando algum milagre…

Muito obrigado e nos vemos no próximo!

Abraço!